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terça-feira, 5 de julho de 2016

Machu Picchu... Enfim...

Acredito que quase todas viagens ao Peru tenha como ponto alto a cidade de Machu Picchu.

Como já falado anteriormente, sua cidade base é Água Calientes.

Chega - se na cidade a pé por meio das trilhas ou de trem vindo de Cusco ou de outras cidades do Vale Sagrado.

A partir dela pega - se um ônibus com um percurso de 20 minutos até Machu Picchu.

Assim que chegamos tem uma pequena central de ônibus com banheiros (pagos), máquinas de bebidas e lanches e um pequeno restaurante que vende também bebidas, sorvetes, além de lanches e refeições.

Dá para imaginar que os preços não são muito convidativos...

Existe uma "portaria" onde os ingressos são checados e então entramos no sítio arqueológico.

Vale ressaltar que você pode sair e entrar, segundo o guarda até 03 vezes.

Na porta de entrada, existem diversos guias credenciados que podem ser contratados para andar com você ou seu grupo pelo local e lhe dar explicações.

O valor varia conforme o número de pessoas e a língua.

A nossa guia cobrou 120 soles por nós 02, mas após negociação fechamos por 100 soles. Em espanhol.

Machu Picchu é um dos Patrimônios da Humanidade e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno; foi planejado pelo Inca Pachacuti por volta de 1450.

Seu nome em quechua significa "Montanha velha", mas também ela é conhecida como a cidade perdida dos Incas. Localizada a 2.400m de altura no vale do Urubamba.

Sua construção foi devida a necessidade de ter um centro administrativo, religioso e político com um espaço sagrado que é considerado o link entre os Andes e a Amazônia.

Foi abandonada durante a segunda metade do século XVI, mas nunca foi realmente uma cidade perdida; já que pessoas locais como agricultores ocasionalmente iam lá.

O nome apareceu pela primeira vez em 1874 em um documento cartográfico pelo engenheiro Herman Gohring.

Em 1911 o professor Hiram Bingham ficou impressionado com sua beleza e majestade e no ano seguinte retornou com um time multiprofissional para pesquisas e escavações.

Ele escreveu um livro que chamou de: A cidade perdida dos Incas; e no seu diário há uma frase: "Would anyone believe what i have found?" Acho que ele nem imaginava como seria hoje, a quantidade de turistas, ...

Abaixo vou colocar algumas fotos e em cada uma fo descrever ao máximo o que vi e aprendemos sobre o lugar.
Na entrada com a nossa guia.

Aquela foto de cartão posta que todos querem. Pena que estava uma neblina bem densa que não deu para ver as montanhas atrás. Esses primeiros platôs que vemos na foto, correspondem ao setor agrícolas deles.

Como é a imagem em um cartão postal.

Agora imaginem essa foto do cartão postal com um giro para a esquerda.

Agora você poderá ver um rosto que olha para o céu.

Acredita - se que esse também seja um motivo para a cidade ter sido construída nesse local, pois as montanhas forma um rosto que olha para o céu e nele é que estão as verdadeiras divindades.

Conseguiu ver?

Não dá para ter medo de altura para trabalhar aqui. Cada platô desses é bem alto em relação ao próximo e eles foram construídos numa face da montanha bem íngreme.

Chegando no final do setor agrícola já começamos a ter uma dimensão da cidade em si. Importante ressaltar que só 30% do que vemos é original.

Era assim que eles levavam água para todos os lugares. Canaletas criadas nas pedras. Imagina o trabalho!!!!! 


Essa árvore foi plantada pelo homem moderno, não pelo povo Inca. Ela chama atenção.

Templo do Sol. Abaixo dele, nessa fenda era o local onde eram enterrados os Incas. Um mausóleo. Conta a primeira publicação sobre a cidade na National Geographic que nela foram encontradas múmias.

O Templo do Sol é acessível por uma porta dupla e era usado para cerimônias relacionadas ao solstício de verão. Sua edificação principal também é conhecida como "Tórreon".

Aqui vocês podem perceber como as janelas eram em forma de trapézio, a base mais larga que o topo. O motivo disso? Torna a construção mais resistente a terremotos. Outra característica que podemos ver aqui é que sempre na mesma direção de uma janela, há outra na parede oposta que costuma ser fechada. No início achávamos que era para manter a construção mais resistente devido ao tempo (feita pelo homem moderno), mas não. Sempre foi assim. Dessa maneira eles conseguiam que o som fosse melhor dentro do recinto.

Adorei a descrição da guia. De um lado a escada Inca e do outro a do "Inca-paz". Engraçada a piadinha.

Em frente ao Templo do Sol. Reparem que no lado esquerdo da foto tem uma "casa", que era uma das residências reais. Está em frente a primeira fonte da cidade.

Reparem na junção das pedras. Sempre que a construção era para alguém de alto poder, ou seja, o Inca ou Sumo Sacerdote, as pedras eram colocadas de tal forma que sua junção era perfeita. Pedras polidas.

Aqui a construção de uma casa de pessoa normal do vilarejo. O telhado é uma reconstrução para as pessoas terem uma idéia de como era. E podemos ver como era diferente a construção das paredes de pedras, não era necessário a perfeição.

Essa pedra redonda para fora da construção era a base do telhado, onde ele era fixado. Na foto acima você pode ver como ficava.

Nesse lindo campo eram onde ocorriam as grandes festividades da época, as danças, os cultos, o centro comercial e até mesmo os sacrifícios. Sim, eles aconteciam, mas não eram tão comuns como em outros povos. Conta - se que existia uma construção no meio dele, mas que foi retirada para que o helicóptero do Rei da Espanha, em visita, pudesse pousar. Porém, nunca mais foi colocada no local, e depois foi proibido o pouso e inclusive sobrevôo de helicópteros na área, pois acredita - se que tenha danificado algumas estruturas com ele. Nada mais justo, não é. Ao fundo, vemos construções que parecem umas casas, de um lado (o mais para cá, a direita, eram onde ficavam as meninas que "estudavam" para fazer parte da "grande elite" como participar das danças, costurar as roupas dos Incas. E do outro lado, era para meninos que eram treinados para serem os guerreiros, engenheiros e astrônomos.

Nessa praça acima era onde o Inca falava ao seu povo, pois ela possuí propriedades acústicas; então pense no barulho de um helicóptero nela!!!! Pode ser que sim ou não, ninguém poderá dar certeza, mas desde então perceberam mudanças na cidade, como a diminuição das fontes de água que corriam por ela.

Acredita - se que a maioria dessas pedras ainda seria utilizada para futuras construções, mas eles saíram antes.

No topo do vilarejo existem 02 construções não acabadas que não se sabe até hoje qual seria o motivo delas. Elas não foram destruídas e sim, não foram terminadas. Supõem - se que uma delas seja o Templo da Lua. Acredita - se que o povo Inca foi embora antes de terminá - las. Eles consideravam o local tão sagrado que prevendo a invasão dos espanhóis eles deixaram o local antes para que eles nunca pudessem chegar no local. E quando eles foram, destruíram todos os caminhos até lá. Este é o Templo Principal.

Essa escada a guia não soube me informar, mas achei a maior pegadinha. Simplesmente ela termina para o nada!!!!!

Templo do Condor. É preciso se abaixar para você conseguir visualizar melhor. As asas ao fundo e a cabeça no chão.

Cabeça do Condor.

Suas asas.

Aqui outra visão do setor agrícola. As casas que vemos ao fundo da foto eram para guardar os mantimentos. Não são originais.

Visão de mais de baixo, contemplando o Templo do Sol.

Sei que ficou diferente da maneira como normalmente costumo escrever, mas acredito que assim ficou mais fácil de entender as estruturas e conseguir criar uma noção mais ampla.

Agora, hora de ir para Lima.




Bjs   e   Até   a   Próxima   Aventura,   sempre   Tentando   Explorar   o Mundo!!!!!!!!!!!!!!!





sábado, 4 de junho de 2016

Wayna Picchu - Vamos subir essa montanha?

Quem não quer ir a Machu Picchu?

Nunca foi meu sonho, mas meu marido sempre quis muito conhecer.

Surgiu a oportunidade, então... vamos lá.

Só que nesse post, não vou falar de Machu Picchu ainda, vou falar de Wayna Picchu.

O nome da montanha está na língua quechua, que é a língua nativa dos Incas e quer dizer Jovem Montanha. Seu pico está a 2.700m.


Essa é a porta de entrada para a montanha.

Essa é a montanha por trás de todas as fotos da cidade Inca.

Os guias locais dizem que lá era a residência do Sumo Sacerdote.

Sua entrada é limitada em 400 pessoas por dia, sendo dividido em 02 grupos de 200. Um com entrada de 07 as 08h e outro com entrada de 10 as 11h.

Se desejar subir a montanha, compre a entrada com antecedência pois costuma esgotar rápido. Compra - se junto com a entrada para Machu Picchu propriamente dito.

Perguntas que você va se fazer para decidr isso.

1 - Vale a pena? Sim.

2 - É cansativo? Se você for uma pessoa que nem eu que não tem preparo físico, sim.

3 - Vou conseguir? Se consegui, você consegue.

4 - Levo o que? Só água e sua máquina fotográfica.

5 - Qual roupa? Peças leves e confortáveis.

6 - Compro com antecedência? Sim, pois são vendidos apenas 400 ingressos por dia, divididos em 02 turnos de 200 pessoas. Um entra entre 7 e 8h e outro entre 10 e 11h.

7 - Quanto tempo leva? Levei 1:25h para subir e 1:12h para descer. Mais o tempo que você fica lá em cima.

8 - É seguro? Então, tem que tomar cuidado, mas embora eles liberem a subida em dia de chuva eu não recomendo, pois estava chuviscando quando fomos e o chão era bem escorregadio por causa da lama e das pedras.

9 - A altitude atrapalha? Dificulta muito, pois a sensação de falta de ar é grande. Mas não é o ponto decisivo, a não ser que você tenha alguma doença específica.

10 - Tem algum grupo que não recomendo? Sim, pessoas com problemas pulmonares e de coração.

11 - Tenho medo de altura, dá para ir? Eu tenho pânico de altura, mas acompanhada dá para ir tranquilo, porém em alguns pontos não olhe para baixo.

Estávamos em Águas Calientes como é chamado o povoado de Macchu Picchu. 

É a cidade sede, cidade base para ir.

Como tínhamos comprado o ingresso de 7/8h para a montanha, resolvemos ir no dia anterior para Águas Calientes e dormir por lá.

Assim que chegamos na cidade a noite já compramos o ingresso do ônibus que nos leva da cidade a porta de entrada do sítio arqueológico de Macchu Picchu.


Existe uma miniatura do ônibus que nos leva a Macchu Picchu.

Chegando lá fomos direto para a entrada da montanha.

Lá você coloca seu nome em um livro com o horário de entrada, este mesmo livro deverá ser assinado por você com seu horário de saída.

O início parece fácil, simplesmente descendo as escadas; só que depois de algum tempo você começa a pensar que esse também será o caminho da volta, então subir.


Começando.



Parece tranquilo não?
Tá vendo lá no fundo da foto que nós estamos descendo para depois começar a subir?

E começam os degraus...

Olha o tamanho dessa teia de aranha!!!!!

Após uns 10 minutos de caminhada é que começa - SUBIDA...

Na maior parte do percurso são escadas, porém em alguns pontos ela é bem íngreme e há cabos de aço presos na montanha para servir de apoio.


Agora começa a parte boa... Reparem no cabo de aço. E como falei, de um lado o nada.....


Já conseguimos ver o topo, mas bora continuar subindo.

Para os fortes.

Como falei anteriormente, não sou a pessoa da academia, nem dos exercícios de fim de semana. Sou bem sedentária...

Por vários momentos parei de cansaço, sentei e fiquei uns 05 minutos parada.

Chorei muito no caminho e dizia para meu marido: "pode ir que eu espero você aqui, eu não aguento mais."

Mas, ele sempre me apoiou a continuar e fomos.

Quando víamos pessoas descendo, perguntávamos para eles se faltava muito e todos diziam que sim. Até que encontramos uma brasileira que falou que não faltava muito, mas a pior parte ainda estava por vir...

Nesse ponto dei uma desesperada de tão cansada que estava.


Pensa que acabou????? Essa foto foi tirada de baixo, então o que você vê de desnível nas pedras, são os degraus.

Sei que como música do passeio a escolhida foi: "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi".

E nessa parte que a brasileira tinha dito que era a mais difícil, chegamos.

Realmente para quem está cansado ela é trevas...

Super íngreme, quase em plano vertical as escadas.

E... Chegamos...


Acreditava - se que aqui fosse a casa do Sumo Sacerdote. Reparem que todas as aberturas são em forma de trapézio, isso por causa dos terremotos, pois assim dá maior resistência a estrutura. Algumas janelas são fechadas de um lado para que não se pudesse ver dentro.

Mas para o topo, ainda falta um pouco.


Infelizmente como o tempo estava ruim não conseguimos ter aquela vista de que todos falam, pois a neblina estava muito grande.




Tiramos algumas fotos, descansamos um pouco e começamos o processo de descida.


Do sítio arqueológico dá para se ver ao fundo a montanha, porém com a neblina...

Essa seria a visão sem neblina.

Lá em cima existem algumas pessoas que "tomam conta da montanha" e eles avisam que já está na hora de descer, até porque o outro grupo está subindo.

Também pode - se descer pelo outro lado da montanha, que segundo algumas pessoas tem uma vista linda e pontos interessantes, mas é mais longa e mais difícil. 

Óbvio que não escolhemos essa.

No início da descida, o caminho é um pouco diferente da subida, até porque o caminho é estreito.

Logo no começo dá um pouco de medo, pois como o final da subida é bem íngreme, a descida também será.


A descida também não ajuda. Nessa parte, temos que nos espremer um pouco e enquanto você anda, o teto vai ficando cada vez mais baixo, tendo que se agachar.

Depois fica mais tranquilo. Para descer todo santo ajuda.

E não acreditei quando vi a entrada da montanha, agora, quer dizer, a saída.




CONSEGUI!!!!!!!!!!!!



Para mim uma superação de esforço, cansaço, me superei.

Muitas pessoas relatam uma sensação espiritual grande quando chegam ao topo, isso não tive.

Experiência única.

Agora, partiu conhecer mesmo Macchu Picchu....



Bjs   e   Até   a   Próxima   Aventura,   sempre   Tentando   Explorar   o Mundo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!